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Rodrigo Maia é reeleito com 334 votos e vai comandar a Câmara até 2021

Eleições no Congresso - Rodrigo Maia é reeleito presidente e comandará Câmara até 2021.
Será o terceiro mandato consecutivo do parlamentar do DEM, que está no sexto mandato como deputado. Ele recebeu 334 votos, maioria absoluta dos 512 parlamentares que votaram.
Por Fernanda Calgaro, Guilherme Mazui, Luiz Felipe Barbiéri, Fábio Amato e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo — Brasília
Rodrigo Maia (DEM) é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito nesta sexta-feira (1º) presidente da Câmara por mais dois anos. Esta é a terceira eleição consecutiva que ele vence para comandar a Casa e ficará no posto até 31 de janeiro de 2021.

Na votação, Maia recebeu 334 votos, 77 votos a mais do que o necessário para se eleger no primeiro turno. Em 2017, quando foi eleito presidente da Casa pela segunda vez, o deputado do DEM recebeu 293 votos.

O segundo colocado na disputa deste ano foi o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), que recebeu 66 votos. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) recebeu 50 votos e foi o terceiro colocado no pleito. JHC (PSB-AL) recebeu 30 votos; Marcel Van Hattem (NOVO-RS) recebeu 23; Ricardo Barros (PP-PR), 4; e General Peternelli (PSL-SP) recebeu 2 votos.

A eleição de Maia foi a maior votação em um primeiro turno para a presidência da Câmara desde a eleição de Marco Maia (PT-RS), que recebeu 375 votos no pleito de 2011. Em 2009, o ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) foi eleito com 304 votos. Em 2013, Henrique Alves (MDB-RN) conseguiu se eleger em primeiro turno com 271 votos. Eduardo Cunha (MDB-RJ), que também se elegeu no primeiro turno em 2015, recebeu 267 votos.

Cotado como favorito na disputa, ele conseguiu costurar o arco mais amplo de apoio com 15 partidos, incluindo o PSL do presidente da República, Jair Bolsonaro. Obteve apoio inclusive de legendas de esquerda, como PC do B e PDT.

Maia é deputado federal pelo Rio de Janeiro desde 1998 e foi eleito em outubro do ano passado para a sua sexta legislatura.

A primeira vez em que se elegeu presidente da Câmara foi para um "mandato-tampão" de pouco mais de seis meses após a renúncia do então presidente Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso pela Operação Lava Jato.

Depois, conseguiu driblar uma regra prevista na Constituição e no Regimento Interno da Câmara que veda a reeleição dentro do mesmo mandato e se reelegeu presidente da Casa. Ele argumentou que seu caso não se encaixava nessa regra pois não havia cumprido um mandato completo de dois anos como presidente.

Aliados comemoram com Maia vitória em 1º turno para presidência da Câmara
A sessão
Os deputados eleitos em 2018 tomaram posse nesta sexta-feira para a legislatura que irá até janeiro de 2023. Após a formalização dos blocos partidários e das candidaturas, sete deputados se habilitaram para a eleição de presidente da Câmara.

Cada um dos sete candidatos a presidente da Câmara teve 10 minutos para discursar no plenário, diante dos colegas – veja como foram as falas dos candidatos.

Perfil
Maia foi eleito para o primeiro mandato de deputado federal em 1998 pelo extinto PFL, que deu origem ao DEM em 2007 e do qual foi presidente nacional. Durante a carreira política, tentou, sem sucesso, se eleger prefeito do Rio em 2012, tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice.

Rodrigo Maia nasceu no Chile, durante o exílio do seu pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM). No entanto, foi registrado no consulado brasileiro naquele país, o que faz dele um brasileiro nato – exigência para presidir a Câmara.

Mudou-se para o Brasil aos 3 anos com a família. Começou a cursar a faculdade de economia, mas não concluiu o curso. Trabalhou em bancos antes de entrar para a carreira política.

Pai de cinco filhos, é casado com Patricia Vasconcelos, enteada de Moreira Franco, um dos aliados mais próximos do ex-presidente Michel Temer e ex-secretário no seu governo.

Durante o governo Temer, assumiu a presidência da República interinamente algumas vezes. No fim do ano passado, quando estava como presidente em exercício, Maia causou polêmica ao sancionar a lei que afrouxa a Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir que municípios estourem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições se houver queda na receita.

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