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Vereadora assassinada no RJ: PM e ex-PM são presos suspeitos de envolvimento na morte de Marielle e Anderson

Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa que levou à Operação Lume afirma que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A investigação ainda tenta esclarecer, no entanto, quem foram os mandantes do crime e a motivação.
A Operação Lume realiza ainda mandados de busca e apreensão contra os denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munição e outros objetos. Durante todo o dia, haverá buscas em 34 endereços de outros suspeitos.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, acrescentando que a barbárie praticada na noite de 14 de março do ano passado foi um golpe ao Estado Democrático de Direito.

Agentes faziam varredura na residência de Ronnie à procura de armas e munição. Detectores de metais vasculhavam o solo, e até uma caixa d’água foi vistoriada.

Suspeito de atirar contra Marielle foi homenageado na Alerj há 20 anos
Já o apontado como motorista do carro no dia do crime foi expulso da PM em 2015.
Preso por morte de Marielle já foi homenageado na Alerj; saiba quem são os 2 suspeitos do crime
Ronnie Lessa recebeu uma moção de congratulações, aplausos e de louvor em 1998. Ele perdeu a pena em um atentado a bomba há 10 anos, cujo autor é o mesmo envolvido no atentado ao contraventor Rogério de Andrade.
Por Gabriel Barreira e Janaína Carvalho, G1 Rio
O policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado como o autor dos 13 tiros que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, já foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) há mais de 20 anos.

Lessa, então terceiro-sargento da PM, recebeu uma moção de congratulações, aplausos e de louvor no final do ano de 1998.

O autor da condecoração é o deputado Pedro Fernandes Filho, já falecido, que era avô de Pedro Fernandes Neto (PDT), outro ex-parlamentar estadual que atualmente é secretário de educação do governador Wilson Witzel (PSC).

No texto, protocolado em 23 de novembro daquele ano, Fernandes justifica o prêmio pela maneira como Lessa "vem pautando sua vida profissional como policial militar do 9 Batalhão de Polícia Militar (BPM)".

"Sem nenhum constrangimento posso afirmar que o referido militar é digno desta homenagem por honrar, permanentemente, com suas posturas, atitudes e desempenho profissional, a sua condição humana e de militar discreto mas eficaz. Constituindo-se, deste modo, em brilhante exemplo àqueles com quem convive e com àqueles que passam a conhecê-lo".

Pedro Fernandes Filho foi decano da Alerj, chegando a marca de 10 legislaturas. Na última eleição, no final da década de 2000 o ex-marinheiro e combatente da Segunda Guerra Mundial se elegeu pelo PFL com cerca de 47 mil votos.

Pedro Fernandes Filho é também pai de Rosa Fernandes, que está em seu sétimo mandato consecutivo como vereadora.

Executor dos disparos perdeu a perna em ataque
O sargento reformado Ronnie Lessa perdeu uma das pernas em um ataque a bomba na Zona Norte do Rio, há 10 anos. Segundo a polícia, o autor desse atentado é o mesmo autor envolvido no atentado a bomba contra o contraventor Rogério de Andrade. O filho de Rogério morreu no ataque.

A explosão no carro de Lessa ocorreu quando ele passava com o seu carro, uma picape Hilux prata, pela rua Mirinduba, a poucos metros do 9ª BPM (Rocha Miranda).

Após a explosão, o PM teria tentado saltar da picape, mas ficou preso ao cinto de segurança. Desgovernado, o carro percorreu uma distância de aproximadamente 150 m, até bater em um poste, deixando um rastro de sangue e combustível.

Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontado como motorista do carro que perseguiu a vereadora, foi expulso da Polícia Militar em 2015. O ex-PM foi preso no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, quando saía para trabalhar.

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