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Brasil enfrenta a Venezuela e pode se garantir nas quartas de final do torneio

Vitória coloca seleção nas quartas de final do torneio.
Brasil x Venezuela: axé, cabeça boa e gol "anti-vaia" são trunfos da Seleção para ganhar o povo
Com histórico de gols rápidos nos torneios em casa, Brasil quer melhorar desempenho e manter concentração da estreia, dessa vez, com a energia da Bahia
Por Alexandre Lozetti e Raphael Zarko — Salvador
Sempre que a seleção brasileira joga em casa há o costume de prever como será a relação com a torcida. Outro clichê está na expectativa de que a equipe seja mais bem recebida no Nordeste. Nesta terça-feira, o Brasil enfrenta a Venezuela, às 21h30, na Fonte Nova, em Salvador, em mais um teste que extrapola aspectos táticos e técnicos, e entra com tudo na mente dos jogadores.

Na estreia, se por um lado a Seleção deixou a desejar no desempenho em parte da vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, especialmente no primeiro tempo, por outro obteve conquista rara. Foi a primeira vez, dentro dos quatro torneios sediados em casa nos últimos sete anos, que a equipe venceu sem ter feito gols no primeiro tempo.

Aquele gol "anti-vaia", "antinervosismo", que carrega o torcedor para o lado. Quanto mais demora para abrir o placar, mais improvável se torna o triunfo. No Morumbi, a torcida vaiou ao fim da etapa inicial, mas os comandados de Tite cumpriram um dos mandamentos do técnico: manter o nível alto de concentração durante toda a partida.

– Nossa cabeça nos comanda. É a experiência que tive. No Corinthians, demorou seis meses para o torcedor entender o jeito que a equipe jogava, que não iria jogar com bola longa porque a característica era rodar. É uma variável que não temos condições de controlar, mas temos que saber lidar com pressões, compreender, mas ficar atentos a fazer o melhor trabalho. Ao desempenho individual, coletivo, e saber absorver as melhores situações – comentou Tite.

A série de torneios importantes no Brasil teve início com a Copa das Confederações, em 2013. Luiz Felipe Scolari comandou uma blitz. Em três dos cinco jogos da campanha do título, o primeiro gol saiu antes dos 10 minutos – duas vezes com Neymar e uma com Fred.

Quanto tempo a seleção brasileira demorou para abrir o placar
Sequência da Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíada (2016) e Copa América (2019)
Minuto
Minuto do 1º gol da Seleção
Brasil 3x0 Japão
Brasil 2x0 México
Brasil 4x2 Itália
Brasil 2x1 Uruguai
Brasil 3x0 Espanha
Brasil 3x1 Croácia
Brasil 0x0 México
Brasil 4x1 Camarões
Brasil 1x1 Chile
Brasil 2x1 Colômbia
Brasil 1x7 Alemanha
Brasil 0x3 Holanda
Brasil 0x0 África do Sul
Brasil 0x0 Iraque
Brasil 4x0 Dinamarca
Brasil 2x0 Colômbia
Brasil 6x0 Honduras
Brasil 1x1 Alemanha
Brasil 3x0 Bolívia
0
100
25
50
75
Fonte: Fifa
19 jogos
Nas 12 vitórias, apenas na de sexta passada o placar não foi aberto no 1º tempo
Nessas mesmas 12 vitórias, 8 vezes o gol saiu antes dos 20 minutos do 1º tempo
Na Copa do Mundo do ano seguinte, em três das sete partidas disputadas o Brasil não marcou no primeiro tempo. Não venceu nenhuma: 0x0 com o México e as derrotas acachapantes para Alemanha (1x7) e Holanda (0x3). O cenário se repetiu na Olimpíada. Antes de comemorar a medalha de ouro, o time sofreu nas duas primeiras partidas e amargou empates sem gols contra as fragílimas seleções sub-23 de África do Sul e Iraque.

Nesta terça, a seleção brasileira aposta no "axé diferente" que emana de Salvador. Na energia baiana. Mas diz estar preparada também para os apupos.


– Como ser humano, sempre criamos expectativa positiva, mas temos que estar preparados se não acontecer. A Bahia tem uma história muito bonita em relação de apoio e às vezes fica brava porque não convocou o Charles (ex-atacante do Bahia que ficou fora da Copa América de 1989 e causou vaias e até uma ovada da torcida em Renato Gaúcho). É humano – disse Tite.

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