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Furacão Dorian deixa 5 mortos na Bahamas e se aproxima dos EUA

Furacão Dorian deixa 5 mortos na Bahamas e se aproxima da costa dos EUA
'Estamos em meio a uma tragédia histórica', disse premiê das Bahamas, que chamou a devastação de 'sem precedentes'.
Por G1
Estrada inundada em Freeport, na ilha Grand Bahama, nas Bahamas, durante a passagem do furacão Dorian nesta segunda-feira (2) — Foto: AP Photo/Tim Aylen

O furacão Dorian atingiu as Bahamas e deixou pelos 5 mortos, segundo balanço divulgado pelo primeiro-ministro Hubert Minnis na tarde desta segunda-feira (2)

A tempestade arrancou telhados, derrubou linhas de energia e inundou casas e agora se dirige à costa dos Estados Unidos, onde mais de um milhão de pessoas recebeu ordens de retirada.

A agência Bahamas Press noticiou no Twitter que um menino se afogou no norte das Bahamas, a primeira morte registrada do Dorian ali.

"Estamos em meio a uma tragédia histórica", disse Minnis ao anunciar as mortes. Ele chamou a devastação de "sem precedentes e extensas".

As autoridades disseram que receberam um número grande ligações de pessoas em casas inundadas. Uma estação de rádio recebeu mais de 2.000 mensagens pedindo socorro, incluindo relatos de um bebê de 5 meses preso sobre um telhado e uma avó com seis netos que abriu um buraco no telhado para escapar das enchentes. Outros relatos envolvem um grupo de oito crianças e cinco adultos ilhados numa rodovia e dois abrigos contra tempestades que inundaram.

As mortes nas Bahamas ocorreram após uma morte anterior ter sido relacionada à tempestade em Porto Rico. Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas nas Bahamas e foram resgatadas por helicópteros, disse o premiê.

Pelo menos 13 mil residências nas Bahamas foram destruídas ou seriamente danificadas, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A tempestade, que foi rebaixado na manhã de segunda-feira à categoria 4, na escala Saffir-Simpson de 5 níveis, passou pela ilha Grande Bahama, com ventos contínuos máximos de 240 quilômetros por hora e se movendo a 1,6 quilômetro por hora, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC), sediado em Miami, em uma atualização às 16h (horário de Brasília).
A previsão era de que o Dorian permaneça em Grand Bahama durante boa parte do dia e da noite, com ventos "catastróficos" e uma forte tempestade que poderia elevar os níveis de água em até de 5 a 7 metros acima do normal em algumas áreas, disse o NHC.

Flórida em alerta
Ventos fortes e ondas altas já estavam sendo relatados no litoral leste da Flórida quando o furacão estava a cerca de 170 quilômetros de West Palm Beach, disse o NHC, acrescentando que o Dorian deve chegar perigosamente perto do estado americano entre a noite desta segunda-feira e o anoitecer de quarta-feira.

Partes do condado de Duval, que abriga Jacksonville, uma das duas maiores cidades da Flórida, receberam ordens de retirada. O condado de Palm Beach, o terceiro mais populoso do estado e que abriga a estância Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, é um dos que foram alvo de ordens de retirada parcial.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, exortou os moradores do litoral a obedecerem às ordens de retirada. "Saiam agora, enquanto é tempo e enquanto vocês têm combustível disponível", disse ele em uma coletiva de imprensa do centro estadual de operações de emergência de Tallahassee.
No centro da Flórida, Mary McNiff, de 92 anos, estava esperando em uma cadeira de rodas para entrar em um ônibus que a retiraria de sua comunidade de idosos em Kissimmeee. "Neste momento estou me sentindo muito bem. Meio ansiosa para que isso acabe de vez", contou.

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